sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Saudade sem dono...

Música romântica...
Coração carente...
Cartas não escritas...
Poemas não criados...
Carinhos não dados...
Carinhos não recebidos...
Saudade sem rosto definido...
Agonia sem limites...
Talvez eu não esteja onde deveria estar...
Talvez devesse te procurar nas mais altas montanhas...
Na matas mais fechadas...
Nas cachoeiras mais geladas...
Nem sei se você existe, se já te conheço ou não...
Se não existe a saudade será ainda maior a cada dia...
Se já existe... fale comigo através da luz da lua...
Através deste vento que toca meu rosto e mexe meus cabelos...
Identifique-se...
Apareça...
Se mostre...
Se não...
Terei que formatar de vez esse meu coração...
Formatar para deletar de vez essa idéia de um dia te ter ao meu lado...
Esse meu teimoso coração que tenta te identificar em cada olhar, em cada sorriso, em cada toque...
E que sempre se ilude... Se machuca... Sangra de decepção...
Por se iludir em te confundir com pessoas erradas...
E ter que me fazer de fria e insensível, por ver por várias vezes pessoas que abalaram meu mundo junto de outras pessoas que não a mim...
Estou morrendo aos poucos com esta ausência.
Sei que como diz a música “Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor, a outras coisas no caminho aonde eu vou”...
Eu sei... Sei que tem outras coisas no caminho aonde vou... Mas esta sua ausência me mata aos poucos a cada dia... Consome-me de uma maneira que não sei dizer...
Como eu queria ser verdadeiramente fria... Friamente insensível e sem coração...
Mas não...
Sou apenas uma pobre alma carente e sensível...
Que por muitas vezes é obrigada a se fazer de fria, insensível e indiferente... para não por em risco minha índole, caráter e respeito.

Com isso essa saudade sem dono, cresce dia após dia...

(Regiane C. M.)

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