segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Minhas Sinceras Desculpas – (por Regiane CM)



Desculpe-me por eu não ser exatamente o padrão de beleza que você gosta...
Desculpe-me por eu não me vestir de forma elegante e mais feminina...
Desculpe-me por não gostar de coisas chiques e roupas de marca...
Desculpe-me por eu preferir ficar horas deitada na grama olhando as estrelas do ficar sentava vendo TV...
Desculpe-me se não reparo na rua o jeito que as pessoas estão vestidas por preferir olhar qual a cor que esta o céu, ou olhar aquela borboleta que passou, ver aquele pássaro voando, as folhas balançando com o vento, desculpe...
Desculpe-me se gosto de paralisar ao sentir o vento em meu rosto...
Desculpe por achar lindo admirar a natureza esteja o tempo que estiver...
Desculpe-me quando fico entorpecida com seu cheiro, até mesmo em meus sonhos...
Desculpe-me se pareço criança quando brinco com algum animalzinho...
Desculpe-me se pareço com problemas mentais quando fico dançando a toa no meio da rua sozinha enquanto ouço música...
Desculpe-me se acredito em coisas que até a ciência ainda nem se quer cogitou que possam de fato existir...
Desculpe-me se sorrio com coisas tolas...
Desculpe-me se meu riso nessas horas for exagerado...
Desculpe-me por preferir sapatos baixos e confortáveis ao invés de altos, lindos e elegantes saltos altos...
Desculpe-me por preferir mil vezes estar em meio a natureza, mesmo que sempre nos mesmos lugares, do que passar uma tarde num shopping...
Desculpe-me por preferir ver documentários bobos do que assistir a novelas...
Desculpe-me por eu levar a sério ver um filme inédito sem interrupções...
Desculpe-me por praticar esportes considerados masculinos...
Desculpe-me se não sento adequadamente...
Desculpe-me se prefiro um copo de água do que tomar refrigerantes...
Desculpe-me por não gostar de drogas ou bebidas alcoólicas...
Desculpe-me por não achar certo ficar por ficar...
Desculpe-me por quase nunca retrucar uma ofensa, para não prolongar uma discussão...
Desculpe-me se adoro tirar muitas fotos de um momento e situação, as fotos pra mim eternizam um momento... :S
Desculpe-me se me emociono fácil...
Desculpe-me se me faço fria em muitas situações pra fingir que não estou nem ai...
Desculpe-me parecer tão durona e fingir que nunca quero ajuda, mas apenas quero testar se sou capaz, ao invés de parecer aquelas meninas frescas e metidas de tudo...
Desculpe-me por te ver triste e fingir que não ligo, enquanto queria correr em sua direção e te abraçar por horas até sentir você sorrir...
Desculpe-me se as vezes pareço não saber agradecer um elogio, apenas não estou acostumada a recebê-los...
Desculpe-me se não sou dotada de talento algum...
Desculpe-me por não ter tanto conhecimento da vida quanto eu gostaria...
Desculpe-me por não conversar tanto contigo, meu cérebro paralisa ao te ver, fico sem saber o que dizer e quando digo nada inteligente sai...
Desculpe-me por não olhar tanto em seus olhos enquanto falo, pois quando olho por muito tempo, me perco entre eles e percebo que tropeço nas palavras...
Desculpe-me por sempre tentar, mas nunca conseguir dominar meus sentimentos...
Desculpe-me por sonhar várias noites seguidas com você sem permissão...
Desculpe-me se omito meus sentimentos para não magoar outras pessoas...
Desculpe-me se prefiro ver-te sorrir, mesmo se longe de minha presença...
Desculpe-me por ser eu mesma...
Desculpe-me por não te dizer tudo isso... Pois na verdade, tento omitir pra mim mesma...
Desculpem-me todos, por depois fingir que este texto nunca se quer algum dia existiu...

(Regiane C.M.)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"O Balde Rachado"

Na Índia, um carregador de água, sempre levava dois baldes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. 
Um dos baldes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito. 
No fim da caminhada entre o poço e a casa do chefe, o balde rachado chegava pela metade, o outro sempre chegava cheio de água.
Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador

entregando um balde e meio de água na casa de seu chefe.
O balde perfeito orgulhoso de suas realizações.
Porém, o balde rachado estava envergonhado de sua imperfeição, sentindo-se miserável por não ter capacidade de realizar apenas a metade do que havia sido designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, um dia, à beira do poço, o balde falou para o homem:

- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê e de que você está envergonhado? Perguntou o homem.
- Nesses dois anos, eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado fez com que a água vazasse por todo o caminho até a casa de seu senhor.

Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o balde rachado.
O homem ficou triste pela situação do velho balde, e com compaixão falou:
- Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.

De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho balde rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu ânimo.
Mas ao fim da estrada, o balde ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.
Disse o homem ao balde: - Você notou que pelo caminho só havia flores no lado que você vai? Notou ainda que a cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava?
Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor.
Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.


(Autor Desconhecido)